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29 de setembro de 2009

Sigmund Freud era um Fanfarrão

fanfarroes

“O estado proíbe ao indivíduo a prática de atos infratores, não porque deseje aboli-los, mas sim porque quer monopolizá-los” Sigmund Freud

 

Se Machado de Assis era um fanfarrão descarado, cômico e brincalhão, Sigmund Freud era um fanfarrão sádico, safado e erótico. Tá que ele é o pai da psicanálise, ta que ele tudo explica, ta que ele filosofou sobre id, ego e superego. Mas para chegar nessas conclusões um tanto quanto sexuais, Freud foi um fanfarrão dos fortes. Quase tudo na teoria freudiana se resume ao Complexo de Édipo, no qual o indivíduo em questão, sente compulsão por matar o pai e transar com a mãe, falando xulamente.

Nascido no ano de 1856 em Freiberg, na Morávia, Freud estudou medicina na Universidade de Viena e desde cedo se especializou em neurologia. Seus estudos foram os pioneiros acerca do inconsciente humano e suas motivações. A psicanálise se apoia sobre três pilares: a censura, o conteúdo psíquico dos instintos sexuais e o mecanismo de transferência. A censura é representada pelo superego, que inibe os instintos inconscientes para que eles não sejam exteriorizados. Nem sempre isso ocorre, pode ser que eles burlem a censura, por um processo de disfarce, manifestando-se assim com sintomas neuróticos. Existem diversas formas de exteriorizarmos nossos instintos inconscientes: os atos falhos, que podem revelar os segredos mais íntimos e os sonhos.

Que pessoa poderia parar para pensar sobre o assunto se já não estivesse dentro de suas estatísticas? Seria Freud sexualmente reprimido? Teria ele apreço pela imagem fálica alheia? O engraçado é discorrer sobre um cara que afirma sobre sonhos e atos falhos, sendo que ele próprio errou e muito quando, por exemplo, cita vários episódios narrados pelo autor Mark Twain, já que ele cita tudo errado. Pouco a pouco se foi descobrindo as fontes das principais citações. E a surpresa foi total quando se percebe que Freud citava de memória e as deformações eram gritantes.

Freud era um fanfarrão e talvez sobre próprios problemas criou o modo utilizado para tentar resolver os problemas alheios, através de neurologia, inconsciente humano e psicanálise. Freud era um fanfarrão, mas um fanfarrão enrustido.

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