7 de janeiro de 2010
Filme 2012 Anuncia o Fim de Chuck Norris
Todos conhecem as famosas lendas de Chuck Norris que tiveram sua origem nos filmes onde ele passa por longas guerras, por áreas em tiroteios e as balas de forma extraordinária atingem todos à sua volta, enquanto ele (como num passe de mágica) sai ileso.
Ontem fui assistir o filme 2012, e percebi então que o filme, além de anunciar o Fim do Mundo, também pode pôr um fim ao legado de Chuck Norris.
O personagem principal do filme, Jackson Curtis (John Cusack) é um escritor que, por acaso, acaba conhecendo o “profeta” apocalíptico Charlie Frost, que vive como eremita apresentando uma rádio apocalíptica.
A missão de Jackson Curtis é abrir caminho pra sua família (ex esposa e filhos) com sua incrível, sensacional, arrepiante, imperdível, mas também já previsível, capacidade de ressugir das cinzas, conseguir o inconseguível (essa palavra existe?) e guiar todos por caminhos seguros quando tudo a sua direita, esquerda, acima, abaixo e até na diagonal vai por água (ou terra) abaixo.
Tudo começa ao tirar as crianças e a família da casa. Dizem os críticos que Chuck Norris ficou espantado com a capacidade do personagem: enquanto todas as casas à sua volta caiam, ele permaneceu em pé, conseguiu entrar na casa de sua ex-exposa, chamar as crianças, ela e seu atual marido para entrar em seu carro que, logicamente, era o único carro que não seria atingido por árvores, prédios, e destroços que atingiam todos os figurantes. Depois de colocar todos no seu carro, Jackson consegue passar por entre fogo, derrapar a beira de precipícios, invadir quintais, e até voar, isso mesmo, em determinado momento o super-carro de Jackson Curtis Norris incorpora o espírito do Super Man e dá um incrível salto saindo ileso ao mesmo tempo em que entra para o Guiness Book como o maior salto a distância num veículo de 4 rodas já visto na história.
Logo em seguida, eles precisam entrar no avião, mas seu piloto está morto…O que fazer então? Jackson Curtis, assim como Chuck Norris, não tem o poder de ressuscitar os mortos. Alguns dizem que sim, mas ele achou desnecessário usá-lo nesse momento, mas eu sou da opinião que esse poder ele não tem, afinal, ninguém é perfeito, não é mesmo?
Embora não saiba ressuscitar os mortos, Jackson Curtis usa um de seus poderes para encorajar Gordon Silberman, padrasto de seus filhos, piloto sem nenhuma experiência a manobrar um avião que, segundo o próprio Gordon, ele não teria a capacidade de pilotar.
Gordon realmente é um péssimo piloto, mas com Jackson Curtis ao seu lado, se torna um piloto equivalente aos que dirigem os vôos da Air France (ah, grande coisa né?). Não apenas consegue decolar como também consegue fazer o avião sair ileso desviando de prédios que voam, carros, árvores, raios, torres gigantes, da mesma forma que o carro dirigido por Jackson algumas cenas antes.
Como Gordon não é o principal personagem do filme, os holofotes precisam voltar-se novamente ao incrível Jackson Curtis. O avião pousa para que o valente cavaleiro imortal consiga um mapa com Charlie Frost. Para humilhar ainda mais Chuck Norris, Charlie Frost morre alguns instantes depois de dizer a Jackson onde está o mapa. Claro que, quem conhece filmes no estilo Chuck Norris já previa que tudo iria pegar fogo, menos o lugar onde pisa Jackson, mas eu pude ouvir, nesse momento, algumas mulheres dizendo “Nossa, que sorte a dele!”. Claro que eu ri, não do filme, pois não é comédia, mas da capacidade que algumas pessoas tem de imaginar que o chão a volta estar ruindo e o único lugar a permanecer em pé é o lugar onde o “mocinho” pisa é apenas sorte! Vou contar um segredo que pode previnir tumulto no cinema causado pela sensibilidade de alguns, mas por favor não espalhem: Foi o roteirista do filme que quis que fosse assim, para que ele não morresse e o filme não acabasse ali mesmo.
Sua ex-esposa está aflita, quase chorando, porque tudo está ruindo e Jackson ainda não apareceu. Essa sim deveria merecer o Oscar de melhor atriz, porque eu (assim como a grande maioria), já sabia que, de uma forma ou de outra ele apareceria com o mapa, mas ela conseguiu disfarçar muito bem e até fez uma cara de surpresa quando ele apareceu. Tive até vontade de levantar da minha poltrona e gritar “Fantástica atuação!”, mas daí me lembrei que não estava num teatro, e que ela não me escutaria. Permaneci sentado e contrito, talvez depois eu pesquise no Google o seu e-mail e envie um “Congratulations”.
De repente, quando o avião já estava decolando, pois achavam que Jackson finalmente tinha morrido, uma mão surge diante da enorme cratera que se abriu. Num salto, Jackson, com a sua armadura de bronze, desperta o sétimo sentido gritando: “Ave Fênix!”, corre em direção ao avião e consegue entrar nele (não preciso dizer que sua entrada no avião se dá no exato momento em que o local onde ele pisava desaba e tudo vai abaixo).
Tudo segue em sua normalidade, com Gordon, piloto totalmente inexperiente desviando de prédios, meteoros, carros, vacas que voam, etc, até descobrirem que precisam de um avião maior, pois o local onde estão as barcas fica na China.
Para não estragar a surpresa de quem não assistiu o filme, não vou contar o que são as arcas, mas vou dar apenas uma pista: NOÉ!
Para irem à China, encontram um piloto disposto a levá-los ao local. Porém, para manobrar o enorme avião ele precisa de um co-piloto.
Gordon nunca iria conseguir ser co-piloto de uma nave tão grande, mas Jackson usa um pouco de seu poder mental, e lhe confere um aumento no teu poder de pilotar.
A cena repete-se, o avião vai desviando de torres (incluindo a Torre Eiffel) , prédios, carros, árvores, churros e outros objetos diversos, até o avião sofrer uma pane e paralisar os seus seis motores, momento em que ele precisam sair.
Um modo diferente de sair do avião surge. Ao som de Tema da Vitória, Jackson Senna da Silva entra em um dos carros, que por sinal é bem moderninho e só dá partida ao som de voz do milionário Yuri Karpov, e sai com o avião ainda em movimento.
Algumas cenas à frente, eles encontram por acaso três pessoas que iriam entrar clandestinamente nas arcas e então Jackson Curtis precisa usar seus poderes de hipnose para convencê-los a levá-los também. Dizem que é nesse momento que Chuck Norris começou a chorar sangue por sentir que perdia seu lugar.
Como o texto já está ficando longo, irei descrever somente mais uma façanha do maior herói de todos os tempos.
A arca onde eles se encontram está com a porta aberta, faltando apenas alguns minutos para que uma tsunami atinja-os, descobrem que alguém (que seja um ótimo nadador, diga-se de passagem) precisa retirar um objeto que estava enroscado e impedia o fechamento total das portas. Não preciso dizer que, além de todos os super-poderes até aqui mencionados, Jackson Curtis é também o maior nadador de toda a história, capaz de dar a volta ao mundo nadando (Pesquisei na Wikipedia, e isso nem mesmo Chuck Norris conseguiu!) . Jackson então prende sua respiração (ele fora atingido por uma kriptonita e por isso não podia usar sua respiração anfíbia) e tenta ir até o local onde o objeto está encravando a porta, mas, para a surpresa de todos, até mesmo de Chuck Norris que estava a observá-lo pelo Google Earth, ele não consegue retirar o objeto. Abrindo uma lata de espinafre, seus músculos inflam e ele tenta novamente mas mesmo assim, não obtém êxito.
Nem tudo são flores na vida de Jackson Norris. Abatido, cansado, fatigado, com fome, ele percebe que retirar o objeto é impossível, até mesmo para ele. Será mesmo o fim? Será que nem mesmo o maior super-herói de todos os tempos não conseguirá salvar a humanidade?
De repente, com uma capa vermelha tamanho P, surge o destemido Jackson Norris Jr, filho de Jackson Norris, para auxiliá-lo, segurando a lanterna enquanto ele, ainda sob o efeito do espinafre, pode puxar o objeto e fazer as portas da arca se fecharem.
Para finalizar, gostaria de deixar uma pergunta aos leitores:
Será mesmo que o fim de Chuck Norris acontecerá nos dias que antecederão o Natal de 2012, quando Jackson Curtis surgirá em seu trenó puxado por renas, do alto do céu para salvar a humanidade da destruição, ou seria esse apenas mais um filme de ficção dentre tantos outros que já vimos?
Texto de: Everton do N. Siqueira
Músico, poeta, pensador e escritor. Flautista desde os 06 anos de idade, Colunista de jornal, sente-se atraído por literatura e pelo cinema e é perdidamente apaixonado por teologia, embora curse uma faculdade totalmente oposta: Marketing. Possui 4 blogs mas raramente atualiza algum. Detesta o miguxês e a inclusão digital, responsável pela criação do dialeto. Não gosta de vegetarianismo, de feminismo, de nazismo, de comunismo, de socialismo e de quase tudo que tem por aí….Gosta de : “ainda não sei, estou pesquisando”. Sigam-no no Twitter: @everton2040. Por ele mesmo.
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