28 de janeiro de 2010
Lewis Carrol era um Fanfarrão
“Sei quem eu era, quando me levantei hoje de manhã, mas acho que já me transformei várias vezes desde então” Lewis Carroll
Lewis Carrol, que tinha como nome de batismo Charles Lutwidge Dodgson, nasceu em Cheshire no dia 27 de janeiro de 1832. Foi um escritor e matemático britânico, famoso principalmente pelo livro infantil “Alice no País das Maravilhas”, morreu em Guildford, treze dias antes de seu aniversário de 1898.
Assim como muitos da sua época e muitos escritores, Carroll fazia uso de uma substância alucinógena chamada ópio, o que pode explicar de onde as idéias de seu famoso e perturbador livro infantil surgiram. Ele usava ópio provavelmente para esquecer as dores decorrentes do vasto quadro médico (ele tinha cistite, lumbago, eczema, sinusite, artrite, pleurisia, laringite, bronquite, eritema, catarro vesicular, reumatismo, nevralgia, insonia e mais um pouco de doenças). Mas não era pelo seu comportamento igual ao de tantos outros que ele entrou para a lista dos fanfarrões aqui do blog.
Ele era escritor infantil, por isso pressupõe-se que adorava crianças. No bom sentido. Mas Lewis adorava crianças talvez no mal sentido. Digamos um Michael Jackson mais light, ou tal qual muitos padres por aí. O escritor adorava fotografar crianças nuas. Alice Liddell, a menina que inspirou suas histórias, era uma das crianças que ele mantia uma relação mais íntima e poderosa. Quando tal relacionamento teve um fim brusco, ele se desinteressou pela arte da fotografia e mais tarde folhas de seu diário foram arrancados pela família do britânico, talvez para esconder as peculiaridades dessa relação.
Lewis Carrol influenciou a literatura britânica infantil escrevendo livros com um ideal novo e repetido por vários autores depois dele, mas adorava o seu público de um jeito maníaco demais. Lewis Carroll era um fanfarrão, mas um fanfarrão pedófilo.
















































