6 de abril de 2010
Charles Dickens era um Fanfarrão
“As coisas mais bonitas do mundo são sombras” Charles Dickens
Charles John Huffam Dickens nasceu em 7 de Fevereiro de 1812, foi um grande romancista que escreveu obras como David Copperfield (que inspirou o nome do mágico), A Christmas Carol e a contada e recontada história de Oliver Twist, que até parece sua própria. Foi reconhecido como grande autor ainda em vida e ficou rico por causa disso. Faleceu de morte cerebral a 9 de Junho de 1870. Falando assim até parece alguém sem nada que o desabone, e o seria se não contassemos que Dickens tinha compulsão por corpos mortos, visitava cemitérios durante a madrugada e até guardou uma mecha do cabelo de sua falecida cunhada. Por isso ele está sim entre os Fanfarrões da História.
Tido como o Stephen King de sua época (odiado pela crítica, adorado pelos fãs e que ficou reconhecido e rico ainda em vida), Dickens, que no início da carreira adotou o pseudônimo de Boz, introduziu a maneira de vender histórias em fascículos, o que também o fazia ganhar mais com isso. Sua primeira história de sucesso foi As Aventuras do Sr. Pickwick, com pouco mais de vinte anos de idade.
Foi nessa mesma época que se casou com Catherine Hogarth, e um anos depois, quando sua irmã Mary, de dezessete anos, Dickens (que parece nutria um relacionamento mais íntimo com ela) teria guardado uma mecha do cabelo da cunhada e anunciado que gostaria de ter entrado no mesmo túmulo que ela.
E não era só por mortos conhecidos que Dickens se interessava. Ele mesmo afirmou que era impelido “ao necrotério por forças invisíveis”. O tal necrotério era o de Paris, no qual durante grande parte do século XIX, a exposição pública de cadáveres não-identificados ocorria. Ia para lá por dias seguidos, como também visitava cenas de crimes famosos e buscava fascinados os detalhes destes.
Além disso ainda, Dickens era tal qual uma Mônica Geller de tão obcecado por arrumação e também mantinha salas secretas em sua residência.
Charles Dickens foi um grande autor do seu tempo que ainda tem sua fama hoje, por obras que fizeram história, mas tinha compulsão por cadáveres e cemitérios. Charles Dickens era um fanfarrão, mas um fanfarrão necrófilo.

















































