junho 24th, 2010
Pedro Álvares Cabral era um Fanfarrão
“Ao qual monte alto o capitão pôs o nome de O Monte Pascoal e à terra A Terra de Vera Cruz” Pero Vaz de Caminha
Pedro Álvares Cabral, português, nascido em Belmonte, em 1467 (ou 1468) era fidalgo e navegador. Morreu cerca de 20 anos depois de seu feito mais lembrado: ser o comandante da segunda viagem marítima da Europa à Índia, ou melhor, ser o comandante da viagem em que se descobriu o Brasil, a 22 de Abril de 1500. Tudo isso é muito bonito, fica romântico escrito nos livros, mas será que foi realmente assim que aconteceu? É por teorias de conspiração já na época das naus que esse figurão lusitano está nos maiores Fanfarrões da História.
Conta-se que dois anos antes de Cabral, que na realidade se chamava apenas Pedro Álvares (já que começara a usar seu segundo sobrenome só a partir da morte de seu irmão mais velho), levar uma armada, formada por dez naus e três caravelas, para as Índias, o que culminaria no descobrimento do Brasil, um outro navegador português, que não era fidalgo, já teria pisado em terras tupiniquins.
Esse navegador era Duarte Pacheco Pereira. Ele tinha como antepassado mais conhecido Diogo Lopes Pacheco, senhor de Ferreira de Aves, um dos executores de Inês de Castro, ou seja, um Kléber Bam-Bam da história. O que não dava a ele nenhum poder na corte. Já Cabral era nascido de família nobre, tinha em sua família governadores, militares, pessoas que lutaram em guerras em nome da pátria portuguesa, o que o deixava em uma posição muito acima de qualquer outro navegador.
Em 1498, Duarte Pacheco foi encarregado por D. Manuel I de uma expedição secreta, realizada para buscar reconhecer zonas situadas além da linha de demarcação do já conhecido Tratado de Tordesilhas. Foi então a essa época que teria descoberto nossa terra, em algum ponto da costa entre Maranhão e Pará. Chegando até a navegar pelo rio Amazonas e encontrado a Ilha de Marajó.
Pedro Álvares Cabral é lembrado até hoje como o primeiro homem a pisar em terras brasileiras. Mas na realidade ele teria vindo apenas para “inaugurar a obra” que Duarte Pachecho teria feito dois anos antes. Por isso, Pedro Álvares Cabral é um fanfarrão, mas um fanfarrão aproveitador.



















































